Eu não sou eu…

18/05/2012

18/05

Filed under: Sem categoria — Ana Cereza @ 11:14 PM

é cada coisa que a gente tem que escutar. e ler. e sentir.

que a gente não sabe se rir ou se chora.

e, quando chora, se sente mal por dedicar 5 minutos à sua dor. e se rir, é louca insensível que não dá valor às coisas.

o mais louco de tudo? é que era o que queria. mas o que não queria. queria, mas não agora.

de novo?

“você no chão, hora de sair de novo. a vida é hoje”.

mas hoje vou me dedicar um pouco à minha dor. até porque “não pretendo me aproveitar. e de qualquer forma quem volta sozinho pra casa sou eu”.

e-mail perdido no caminho

Filed under: de um bem., música, mimimi, vida. — Ana Cereza @ 2:05 AM

Porque tem música que faz a gente ficar com uma bola de basquete na garganta. A gente não sabe exatamente se é vontade de gritar, chorar, rir, viver. Se é toda a verdade dita em cada frase, se é a vida, se é o tom, mas é assim.

Paulinha, cê bem sabe que isso acontece com “seu minuto, meu segundo”, que me faz querer chorar e gritar eternamente. A gente não se importa de cantar desafinado, a gente canta grave, quer seguir o cantor, atropela a batida, se sacode, bate cabeça, faz careta batendo no peito enquanto grita a vida ééééé hôôôôôôôôje e é cooooooom ou sem você! Espeeeeero demais, vou fazer seu minuto meu seguuuuuuuuuuundo. E fica na garganta aquele choro preso [ou não. No trânsito ou quarto ~soufoda~ é o momento perfeito pra extravasar toda a dor, saudade, alegria, emoção. Tudo].

O desejo insiste e desaba em mim, segue com meus passos, come com meus dentes e você me ocupa seu radar em mim, come até meus passos, segue até meus dentes… Hoje à noite vou sair e beijar a paz que a sua dor quer… Fuja de casa, vai morar fora de mim, que a dança está sem sal e só você não vê. Chego em silêncio que acaba em seus gritos, você dá show – hora de sair de novo.

A vida é hoje, e é com ou sem você, espero demais, vou fazer seu minuto meu segundo e vou com ou sem você; bem que me faz toda vez, cada passo nesse mundo…

Seu desejo é fraco quando pensa em mim, não decide os passos que dão carne aos dentes. Hoje à noite vou sair, assumir a paz que a minha dor quer. Não me traí, fui morar dentro de mim, você me enxerga mal e só você não vê! Chego mais cedo, não quero ver, mas piso – você no chão – hora de sair de novo!

A vida é hoje e é com ou sem você, espero demais, vou fazer seu minuto, meu segundo e vou com ou sem você; bem que me faz toda vez, cada passo nesse mundo…

E então, depois de uns 6 meses ouvindo a nova banda, me pego ouvindo “lição de casa” e pensando em vocês. Porque é bem nossas conversas, é a bola de basquete, o aperto no peito, o choro, o riso, a vontade, o desafino, o desespero, a vontade de ter vocês perto de mim, é lembrar de vocês em cada frase, ou por parecer, ou por não parecer, ou por querer ser.

No carro ia ouvindo essa música, e o desespero ia chegando. Não que seja ruim, mas é um desespero. Então me peguei com a mão no peito, gritando e fazendo careta, cantando “Quero cantar como num balbucio, porém gritando se eu quiser gritar. Por opção como quem ama o Rio, mas tem São Paulo como seu lugar”. E quase consegui ver o olhar da Paulinha pra mim nessa estrofe e ouvi os conselhos da Ju e senti o romantismo da Line na letra toda. Naquele momento eu queria estar deitada no chão da casa da Ju, morrendo de rir, chorando, conversando coisas que só a gente conversa.

Quero aprender a andar na luz do dia, quero aprender a gostar de calor enquanto esse verão ainda existe, antes do frio e do cobertor. Quero aprender a perder o meu rumo, chupar o sumo do que eu for sentir, tragar o mundo como eu trago o fumo, perder o prumo e me deixar cair e desse jeito aprender o que é vida, o que é preguiça de se aborrecer, olhar o mundo como quem me ama, que disse que me ama até morrer.

Quero aprender a dizer o teu nome como ninguém nunca ousou dizer; a ser você, a matar minha fome no teu sorriso que me faz morrer. Quero aprender a não dizer mais nada dizendo tudo o que puder haver; falando pouco, em poucas palavras, contar pro mundo que tudo é você e desse jeito aprender o que é vida, o que é preguiça de se aborrecer, olhar o mundo como quem me ama, que disse que me ama até morrer.

Quero aprender a me esquecer da vida… Ter na cabeça só raios de sol, como a minha querida e sem mais, sem mais, sem. Nada, só você, amor.

Quero rodar enquanto o mundo roda, fazendo pó na estrada com você[s]. Ouvindo moda enquanto você joga em mim a culpa por querer viver. Quero cantar como num balbucio, porém gritando se eu quiser gritar. Por opção, como quem ama o Rio, mas tem São Paulo como seu lugar.

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E desse jeito aprender o que é vida, o que é preguiça de se aborrecer, olhar o mundo como quem me ama, que disse que me ama até morrer.

16/05/2012

Vida Diet.

Filed under: vida. — Ana Cereza @ 10:19 PM

Minha vida tem sido uma música do Pato Fu.

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A gente se acostuma com tudo, a tudo a gente se habitua. E até não ter um lugar, dormir na rua… a tudo a gente se habitua. Me habituei ao pão light, à vida sem gás, o meu café tomo sem açúcar. E até ficar sem comer [é verdade], sem te ver [também], a gente custa, mas se habitua… Sem giz, sem água, [sem música, sem riso], sem paz, sem nada.

Se acostumou sem querer ao salto alto [só que não], salário baixo, à vida dura. E até ficar sem TV é bom pra você, televisão ninguém mais atura…

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Não vai ser diferente se eu me for de repente, se o céu cai sobre o mundo e o mar se abrir em um inferno profundo… [ou não].

 

 

“Na situação em que eu me encontro nem minha guitarra elétrica me consola…”

12/05/2012

Drops de uma vida corrida

Filed under: vida. — Ana Cereza @ 6:29 PM
  • Acordar 5:30 am não é tão ruim assim. Vide instagram…

Imagem
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  • Aliás, nessa última semana a experiência foi mais interessante ainda, já que minha mãe está viajando. Na segunda feira acordei às 4 da manhã, de tanto medo de perder a hora. Acabei me acostumando a fazer o próprio café e tudo mais…
  • Minha mãe já deixou bem claro que ela está pronta para cortar o cordão, caso seja necessário, mas eu ainda não. Coisa mais chata é chegar em casa e ficar esperando ela chegar, ou achar que ela estará me esperando;
  • Minha relação com misto quente está muito mais séria agora. Passar uma semana almoçando isso me fez, além de tolerar essa iguaria, aceitar a comer menos;
  • Falando em menos, ouvir do seu médico preferido e querido [pela segunda vez] que seu *sobrepeso* está afetando a sua coluna/saúde óssea é duro. Principalmente porque ele é bem mais gordo que eu;
  • Na ortopedia eu continuo com tendinite, um pouco mais séria, já que necessito dos dois braços para sobreviver. Fisioterapia, hidroterapia e acupuntura devem ajudar. Nunca tive tanto medo de entrar na faca como nessa última ida ao ortopedista;
  • Meu nível de sadômasô não tolera todas as dores sentidas nos últimos dias, e percebi que não aguento tanto assim. É muito ruim você chegar em casa sem sentir os calcanhares, joelhos e costas. estou há três dias com o dedão do pé dormente. Vai entender;
  • Não sou tão necessitada assim da internet [leia-se twitter] como achava que era, mas sinto muita falta de meios de comunicação em geral. Complicado depender de outras pessoas pra resolver coisas que você poderia fazer sem problemas;
  •  O silêncio dói;
  • Quanto mais simples, mais carentes as pessoas são. Chega ser bonito, se não fosse angustiante/ preocupante/ perigoso;
  • Você não sabe o que uma tampinha de pet pode fazer no seu jeans. Eu sei. =)
  • Quando era um pouco mais nova, gostava de usar o clichê “melhor se arrepender de algo que fez, do que não ter feito e se arrepender depois” [muito profundo, né? Uma gênia essa menina]. E hoje eu tento lembrar e entender isso, que não tem como, eu ainda não cheguei onde queria, não tem porque desistir;
  • Passei três dias me imaginando subir a Augusta pra chegar à Paulista, e fazer coisas que tem passado pela minha cabeça. Acho que tenho que imaginar mais isso.
  • ~eu me apaixonei pela jaqueta errada, ninguém sabe o quanto que estou sofrendo, sempre que eu vejo ela do meu lado, morro de vontade, estou enlouquecendo!~ define.
  • Não tenho tido tempo de desejar muita coisa, e tenho sentido falta disso.
  • Tenho medo de ser julgada pelas pessoas, até mesmo por aquela que jura de pé junto que nunca faria isso e que te entende/aceita de qualquer forma. Então será sempre um bom dia. I said good day!
  • Minha gente, eu perdi o PFW. Como assim eu não soube disso?

22/04/2012

“Eu vou mostrar para a moçada como fazer uma roupa bem legal, vocês vão ver…”

Filed under: trabalho, vida. — Ana Cereza @ 9:39 PM

Essa “semana de dois dias” foi cansativa, passou ligeiro e teve muita informação. Foi dia de acordar cedo e hiper cedo. Dia de mostrar o crachá improvisado enquanto o oficial não fica pronto. De rasgar o pé com o sapato lindo, porém burro, de conhecer máquinas fuderosas, de me encantar, de ficar besta com a tecnologia, de ver futuro, de ver inspiração, desafio. Dia de engolir a comida e sair correndo, ou almoçar e curtir uma sombra debaixo de uma árvore. De me surpreender com informações. De ficar muito cansada, física e mentalmente. De querer chorar por querer colocar o carro na frente dos bois, por ter criado expectativas demais e ter me frustrado com a velocidade das coisas. Mas enquanto descanso no fim de semana e me preparo pra mais uma semana de trabalho, já consigo me planejar melhor. Ver que aquele médico ou exame pode ser feito à tarde, ou que posso entrar na natação, e que sou feliz por estar dentro daquele quadro “como se faz” do castelo Ra-ti-bum. E não tem nada de mal nisso.

Quanto aos outros pontos, já sei como fazer para contornar. É a vida seguindo o seu ritmo.

E vamo que vamo.

18/04/2012

vida nova.

Filed under: trabalho, vida. — Ana Cereza @ 8:12 PM

Vendo blogs de moda de publicitárias descoladas, sempre fico naquela vontadinha. Desde que estudava publicidade, sonhava em montar trabalhar numa agência onde poderíamos fazer brainstorm sentadas no chão e ouvindo pato fu. Obviamente, as roupas seriam bem à vontade, chinelo e bermuda [bem no estilo que usávamos na faculdade].

Depois veio o curso de moda e continuo querendo um lugar meu [loja? Agência? Produtora?] onde eu possa me vestir a vontade, sem me preocupar se o vestido é muito infantil, se a blusa é transparente ou se nos pés tem all star no lugar dos saltos.

Isso me fez lembrar a época da fábrica bratcho. Passei os primeiros meses do estágio indo de salto [a única sandália “alta” que tinha] ou sandalhinhas rasteiras. Ia de blusinha social, cabelo amarrado, bem séria. Depois desencanei. Não é meu estilo mesmo. Acho lindo, morro de vontade de usar blazer, saia lápis, essas coisas. Mas não dá. Depois de um tempo entraram as melissas coloridas, o all star e o cabelo solto e cacheado. Quando comecei a usar farda, pronto. Aí que os sapatos eram coloridos mesmo [Gostava tanto do meu colorido nos pés que fui apelidada de “sapatinho” <3]. Lembro que as meninas me diziam: “Ana, usa um saltinho, se arruma feito mocinha”… Mas como trabalhava no “chão de fábrica”, passando por bobinas e pallets, era o tênis que me salvava [já arranquei o tampo do dedo tropeçando num pallet, porque tava de rasteira].

Aliás, uma contradição. Apesar de sempre querer a liberdade de me vestir, adorava usar farda. Acho que era uma forma de me lembrar do jeito sério e pomposo que achava lindo. Adorava ver todo mundo com aquela blusa azul da taguatur, me sentia “vestindo a camisa”, me dedicando ao trabalho.

Agora tou indo ali, provavelmente trabalhar em uma empresa séria. Provavelmente também usar farda. Não sei exatamente se terei liberdade para me vestir, mas não quero me acostumar de novo aos sapatos coloridos. Será que vou conseguir fazer algo diferente lá?

P.S.: tinha escrito esse texto no dia 13, tinha acabado de voltar de uma entrevista de emprego. Amanhã começo um emprego novo, nova área, novo ramo, novas regras. O nervosismo por está em um lugar sonhado por várias alunas do curso de moda, e por ter toda uma postura na empresa tá aqui. Ainda não sei se usarei farda, mas sei que vou me divertir muito!

12/03/2012

E de qualquer forma quem volta sozinho pra casa sou eu.

Filed under: Sem categoria — Ana Cereza @ 5:59 PM

E se de repente você se jogasse do último andar daquele prédio mais alto? E se tudo acabasse assim, sem muita dificuldade? Se a vontade é maior que tudo?

Você se lembra do dia anterior, quando dormiu apertada, de mãos dadas com ele, e nada mais importava, e você se permitia abrir um pouquinhos os olhos só pra saber se tava tudo bem, se ele continuava ali, bem. Você acorda, vai pra casa e tem a pior insônia de todos os tempos, com direito a dor no estômago, nas costas, pernas, cabeça e a certeza que tá com uma doença terminal. Certeza. Daí você levanta e toma um sossega leão que não sossega nada [muito menos o coração].

Depois de 4 horas de sono, você acorda com a pior crise de ansiedade dos últimos dias e a certeza de que algo de ruim vai acontecer. Fica triste porque não consegue confiar/se abrir com ninguém e se sente cada dia mais sozinha. E cansa de ficar triste, de ficar calada, de desconfiar. E fica triste por não conseguir resolver tudo isso. E… e… e…

E se aquela vontade virasse realidade?

E depois de um dia difícil, pensei ter visto você entrar pela janela e dizer:

- Eu sou a tua morte, vim conversar contigo, vim te pedir abrigo… preciso do teu calor.

12/12/2011

privado

Filed under: Sem categoria — Ana Cereza @ 1:38 AM

enquanto tornava privado todos meus textos, fui relendo e percebendo que o problema não é de hoje. eu só não tinnha dado conta de tudo. vi muita coisa feliz, vi muita coisa triste. mas agora preciso cuidar pra que só venham coisas felizes. por isso decidi trancar o blog. não há histórias sem vida, e eu vou cuidar da minha agora.

05/10/2011

vida nova

Filed under: faculdade, mimimi, vida. — Ana Cereza @ 2:32 PM

Um dos exercícios que a psicóloga passou foi de relaxamento. Exercício de respiração, de tensionamento dos músculos, para que o corpo entenda o que é estar tenso e o que é estar relaxado.

A questão é que sempre que tenho crise de ansiedade [que aliás, tem sido sempre], não adianta muito respirar. O coração falta parar, a cabeça dói, entro em desespero… E decidi que quando isso acontecer, corro pra algum projeto não finalizado. Um bordado, alguma pintura, algum vetor… Qualquer coisa que não seja os projetos finais da faculdade.

Assim, mostro pra vocês meu projeto “vida nova”, que nada mais é que organizar meu quarto, desde arrumação a enfeites… Coisas que estão há mais de um ano paradas…

quadro de bottons

quadro de bottons

O primeiro foi o quadro de bottons. Tive essa ideia quando vi a quantidade de bottons guardados… todos lindos, mas tenho pena que prender na bolsa e perder/enferrujar. Peguei o EVA que tava sobrando, um dos porta-retratos que estava guardado e pan. Coisinha simples, mas você não imagina a felicidade no meu coração. Ver um projeto pronto, depois de um bom tempo inerte, é uma maravilha. O botton do meio ganhei do Pepeu, a Mafalda feliz da Ju, os outros foram da viagem maravilhosa à São Paulo.

secret heart

secret heart

Esse bendito bordado tava parado há pelo menos 4 meses. Coisinha simples, ponto atrás e pesponto, que faço numa tarde. Sabe-se lá porque parei [na verdade sei. assim como todos os outros bordados, os outros projetos... me desinteressei]. Depois de mostrar meu projeto pra professora e ela dar suas considerações [que pra mim foi como acabar com meu projeto], entrei numa crise forte de ansiedade. Foi choro, dor de cabeça, desespero, taquicardia. No outro dia decidi não estudar e fui terminá-lo. Foi meu segundo sorriso enorme de orgulho. Me fez querer continuar a sorrir. =)

mar

céu roxo

Este eu acabei de fazer. Desde ontem estou com uma dor de cabeça infame, não adianta tomar remédio, ela simplesmente não vai embora. Passei a noite acordando, com dor no estômago, enjôo, insônia, mal mesmo. Acordei irritada, principalmente porque não posso me dar o luxo de não estudar. Enquanto a Francisca limpava o quarto, peguei um retalho de tecido perdido [de uma atividade do curso], uma foto revelado pra um trabalho do curso e mais um porta retrato. Achei singelo, e bem significativo. Para lembrar que sempre existirão dias ruins, mas pra frente é que se rema anda.

luz

deixa a luz do sol entrar...

Então estamos assim. E cada dia um pouco mais completo. E cada dia mais calma. O problema é que agora só quero saber de decorar, e nada de fazer projeto da faculdade, né?

03/10/2011

terminei indo

Filed under: vida. — Ana Cereza @ 3:18 AM

eu poderia falar sobre minha depressão, da ansiedade, das crises, do medo, disso tudo. do quanto foi difícil pra mim confiar, ficar perto de qualquer pessoa. do quanto perdi por ter esse “encosto” em mim. porque de certa forma é isso. é um encosto de tudo que você tem medo. encosta a desconfiança, o medo, o pânico. e você não consegue largar.

mas eu não vim aqui pra isso. e nem vim pedir pra você ter pena de mim.

eu vim dizer que todo dia, graças a deus e àqueles que me amam, eu melhoro um pouco. um “whatsapp”, um gtalk, um “bom dia, filhota”. se sentir amada por quem tem que te amar. entender que amigos são amigos, colegas vem aos montes. entender que a vida é assim. colocar todo seu amor em um bordado e se sentir orgulhosa por ver a parede começando a ficar cheia de projetos que você estacionou. se sentir feliz ao ponto de querer se tatuar com o desenho mais bobo, mais colorido, mais fofo, que represente toda a alegria.
lógico que há dias em que o coração decide parar. em que o choro vem sem sinal nenhum. daí eu choro, com toda a força do mundo, no colo da minha mãe, ou dele, até os olhos ficaram pintados de roxo, até ficar sem ar, até aliviar. porque é sentimento sentido. eu tou sentindo. sentindo a tristeza por não ter amigos, ou por viver longe dos meus irmãos, é sentir a raiva de acusações bobas. é saber responder. é ter força o suficiente para responder sem ter medo de perder alguma coisa.
Sentimento é querer declarar seu amor todos os dias, o tempo todo. “bom dia amor, boa tarde amor, boa noite amor, eu gosto tanto de você”. “beijinho, mamãe, sua linda”. “beijinho, maninho, te amo,” sonhar quase todos os dias com minha irmã, lembrando o abraço dela. sentimento.
Sentir felicidade o suficiente pra ouvir uma música bonita e fazer dela trilha sonora do meu filme, enquanto ando no centro. Bem clichê, confesso. Mas é o que eu sinto no momento.
Então eu vim dizer que eu estou melhorando sim, porque eu quero. Porque eu vou voltar a ser a ana cereza serelepe, a que amava pentelhar, que era só sorrisos e planos de mil festinhas, viagens e qualquer reunião que tenha mil sorrisos.

[...]Eu já sei caminhar em tantas nuvens e posso visitar de vez em quando o chão, do alto do parque, por cima das árvores eu vejo você… (china)

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